quinta-feira, 15 de maio de 2014

dos livros e mais livros

Que vicio este de comprar livros. Estou a arruinar o orçamento familiar porque estou viciada. Só me apetece comprar livros e mais livros. E se não bastasse aqueles que quero para mim ando a criar uma biblioteca aos meus meninos também. Fascinada por histórias infantis e pelas ilustrações. Pena que meu m. não me deixa contar a história até ao fim. A não ser que esteja a beber o leite dele. Momento em que fica quieto. Comprei os três porquinhos porque quero que tenham também as histórias infantis que tive. Aquelas que ficam para sempre. E depois como ando perdida em leituras neste blogue maravilhoso tive de comprar estas sugestões todas que aqui nos deixou. Agora estou a ler cem anos de solidão e estou a amar o livro. Há alguns anos atrás peguei nele e não me disse nada na altura. Mas agora sim. Soa-me quase a poesia as palavras de Gabriel Garcia Márquez.

Aquele ser prodigioso, que dizia possuir a chave de Nostradamo, era um homem lúgubre, envolto numa aura triste, com um olhar asiático, que parecia conhecer o outro lado das coisas. Usava um chapéu grande e negro, como as asas abertas de um corvo, e um casaco de veludo patinado com o verdete dos séculos. Mas apesar da sua imensa sabedoria e do seu âmbito misterioso tinha um peso humano, uma condição terrestre que o mantinha enredado nos minúsculos problemas da vida quotidiana. Queixava-se de males de velho, sofria pelos mais insignificantes percalços financeiros e tinha deixado de rir há já muito tempo, porque o escorbuto lhe havia arrancado os dentes. No sufocante meio-dia em que revelou os seus segredos, José Arcadio Buendía teve a certeza de que aquele era o princípio de uma grande amizade. As crianças surpreenderam-se com os seus relatos fantásticos. Aureliano, que então não tinha mais de cinco anos , recordaria para o resto da sua vida como o viu naquela tarde, sentado contra a claridade metálica e reverberante da janela, alumiando com a sua voz profunda de órgão os territórios mais escuros da imaginação, enquanto lhe jorrava pelas têmporas a gordura derretida pelo calor. José Arcadio, seu irmão mais velho, viria a transmitir aquela imagem maravilhosa, como uma recordação hereditária, a toda a sua descendência.




sábado, 10 de maio de 2014

do exagero

Acho que exagerei um pouco no post anterior. Porque fiquei com uma sensação de não-devia-ter-publicado-o-texto. Porque não sou de criticar o trabalho dos outros e acabei por fazê-lo. Porque respeito todas as publicações e temas. E porque é bom existirem várias opiniões sobre um assunto. Enfim.
Hoje é dia de estar com os meninos, de colher cerejas, de comer cerejas, de comer pão caseiro acabado de fazer com manteiga, dia de não pensar, dia de viver apenas. Até logo.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

das bloggers

Talvez esteja errada dado que não tenho passado muito tempo em leitura de outros blogues. Mas aquilo que sinto ultimamente é que todas as bloggers falam do mesmo. De sumos detox, dos pequenos-almoços super saudáveis, de yoga, de meditação, de ser feliz. Nada contra a sério. Faz sentido para mim e ao mesmo tempo não faz. É bom descobrir coisas novas com outras bloggers e despertarmos para elas. Mas calma, não somos obrigadas a experimentar tudo e a seguir tudo e a saber falar de tudo só porque toda a gente gosta. As mães estão todas a deixar as carreiras que não gostavam para ficarem com os filhos e dedicam-se a costura, crochet ou festas para crianças e criam o próprio negócio. Tudo porque alguém assim começou e vamos todas atrás. Eu não consigo tocar nos sumos detox, o meu pequeno-almoço neste momento é café com bolachas maria. Sem paciência para yoga, costuras e coisas afins. Não estou em dia não. Estou  em dia de quero-encontrar-um-blogue-que-me-surpreenda-e-me-inspire.

da humildade

Estou demasiado ocupada a despir uma casa. Mas esta semana consegui mudar a minha perspectiva sobre alguns assuntos e queria deixá-la por aqui.  Fiz as pazes com algumas coisas do passado. E sigo em frente. A humildade. Faz-nos tão bem. A mim faz-me bem. Um bem maior que orgulho, que pretensão, que arrogância. Estou leve. Estou livre. Para deixar crescer coisas boas. Projetos novos. Pensamentos direccionados para outros lados. Sei que há imensas coisas que não são justas. Que devemos lutar para mudá-las. Mas se para mim lutar para mudá-las traz-me angústia e sentimentos instáveis, será que é meu dever mudá-las ou simplesmente devo deixá-las? Eu decidi deixar para trás. Porque percebi que a revolta deixava-me presa a algo. E eu não quero estar presa. Preciso do meu coração e da minha cabeça com espaço para coisas novas. E adoro esta renovação de energia ao deixar para trás. A mim fez-me bem, nesta situação específica. Mas continuo a admirar quem gasta tanto do seu tempo e energia para transformar os paradigmas da nossa sociedade.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

vamos mudar

Estou feliz. Encontrámos uma casa. E vamos mudar. Achei-a perfeita para nós. Tem jardim. Quintal para os nossos legumes. Lareira para os dias frios. Estou feliz. Venham os dias cheios de trabalho. De empacotar. De carregar coisas. De esvaziar uma casa. Eu moro num segundo andar de um apartamento. E saber que posso sair à minha rua, com os meus meninos. Tem laranjas. Tem limões. Tem churrasqueira. Tem espaço para festas na rua. Tem espaço para brincar. Esta noite passei praticamente acordada a pensar em como torná-la a nossa casa. E um cão para nós. Estou feliz. 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

dias melhores

Hoje acordei bem. O joazito já começou a beber o leite adaptado com vontade. Vou deixar de amamentar entretanto. E já faz alguma diferença nas cólicas. Não são tão constantes. Tem estado mais bem disposto. E eu também. Decidi ainda que vou ter alguém para fazer a limpeza em casa uma vez por semana. É dinheiro bem gasto. Evita a minha insanidade mental. Pelo menos por enquanto. Enquanto não estou à altura dos acontecimentos da minha vida. Quero mudar de casa também. Estamos todos a precisar de mudar de ares. Mas é difícil arrendar nesta vila. Algo minimamente habitável. E sem rendas de cidades grandes. 
Outras coisas na minha vida que estavam arrumadas na prateleira, começam a sair para fora. O que é necessário. Como se fosse o andamento normal da vida. E eu tenho de saber como reagir a estas situações. E se parece que tudo conspira contra mim neste momento. Eu estou bem calma. E isto faz-me feliz. Perante a adversidade perceber a harmonia que pode existir dentro de mim. 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

das lamúrias

Antes de começar o ano eu propus-me alguns objetivos a cumprir. E posso dizer que não cumpri nada daquilo que escrevi. Não sou o melhor exemplo, eu sei. Não tenho a leitura em dia, não sei cozinhar melhor, o blog continua igual, a minha casa continua por arrumar todos os dias. Não sei se será apenas uma desculpa, mas com os meninos tão pequenos preciso de ideias. Porque passar a noite acordada a fazer coisas de casa por enquanto não dá. Eu chego a dormir só umas duas horas por noite. E estou exausta. O pequeno j. em vez de melhorar das cólicas tem piorado bastante. Chora de cinco em cinco minutos durante a noite. Tem estado com febre. Eu iniciei um programa ocupacional (estou desempregada) e tenho um horário a cumprir. Ontem senti-me sozinha. Aquele sentimento que já não sentia à bastante tempo e que faz as lágrimas caírem. Acho que só posso contar comigo mesmo. E vendo bem, já é muito bom poder contar comigo. Só não contava que fosse tão difícil. 
E depois de estar aqui a lamuriar-me, depois de ver aquilo que escrevi acima. Sorrio. Mais um dia. Que bom. Vou fazer aquilo que conseguir. E vou fazer o melhor que conseguir. Eu sei que aqui pareço bipolar. Mas tenho de puxar por mim. E que bom saber rir de mim.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

um ano de blog

Sim. Já passou um ano. E foi um ano cheio. Já sou mãe de dois meninos. E é tão bom. Ainda ontem falava com a minha amiga Carlinha. Contava-lhe como é ser mãe. Como não é nada fácil. Temos momentos bastante difíceis. Mas são esses momentos difíceis que vão fazer os outros momentos ainda melhores. Não tenho dúvidas. Duas vezes a mesma experiência. Sim, sou uma mãe apaixonada. E sou também a mulher mais apaixonada. Não digo muitos mas imensos momentos difíceis entre nós. Que fazem os outros momentos muito melhores. Posso dizer que foi um ano de emoções... e aqui ia escrever adaptações, mas acho que não é isso. Vendo agora parece que adaptação é um termo forçado, uma ação forçada. E não é de todo. É o melhor do mundo ter estes três meninos na minha vida.
Estou sem querer a fazer um balanço do meu ano. Das minhas prioridades. De quem sou. O que existe na minha vida em primeiro plano.  Mas sou também muito mais. Sou apaixonada pelo trabalho. Não precisa ser a minha área, a minha formação (visto existirem circunstâncias a bloquear esta área). Sou apaixonada pelo bom trabalho. Sou apaixonada por boas relações. Com pessoas responsáveis. Com pessoas que sabem crescer. E querem ver os outros crescer. Sou apaixonada pelo fazer. Fazer. Vou fazer. Vou acontecer. 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

da leitura

Já tinha comprado este livro ( Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes) há algum tempo. Mas com o pequeno j. tão pequeno não tinha conseguido pegar nele. Decidi que chegou o momento e não me enganei. Há livros que nos agarram nas alturas certas. A forma como vemos o mundo e a forma como reagimos. Os paradigmas. Tudo está explicado de forma simples e, de certa forma, óbvia (para mim torna-se bastante óbvio o que o autor nos explica). Continuo a sentir nas minhas veias que estou fora do rebanho. Estou fora dos paradigmas que estão à nossa volta (à minha volta). O livro é perfeito. Perfeito. Apetece-me oferecer este livro a quase toda a gente com quem vou conversando. A forma como muda a nossa forma de pensar e abordar os problemas. É quase automático. Por isso que me apetece oferecer o livro. Quero ver outras pessoas a sair da rotina dos maus hábitos e dos maus costumes. Da crítica alheia. Da mesquinhez em que se encontram. Quero pessoas proativas à minha volta também. O meu C., por exemplo, é a pessoa mais proativa que conheço. E eu que era tão proativa também, comecei a ser apenas reativa, pelas circunstâncias que me foram oferecidas (oferecidas por pessoas com mentes pouco abrangentes e medíocres - que por sinal têm algum poder). E a propósito de pessoas medíocres passo a citar: 

Nesse caso, estará a excelência reservada a uma pequena minoria? Se definirmos a mediocridade, não pelas suas conquistas, mas como sendo uma atitude (a incapacidade de valorizar a excelência), então também poderíamos definir o oposto nos mesmos termos. Isto é, uma pessoa excelente é aquela capaz de reconhecer e apreciar o bom, o notável, o brilhante, o belo ou o original, quer seja ou não artífice do objecto apreciado. Não é preciso ser Aristóteles, Dalí ou Einstein; a excelência também está presente nos que sabem admirar o talento dos outros e tomá-lo, subtilmente, por modelo.

Podem ler o artigo integral aqui.




quarta-feira, 9 de abril de 2014

Perdida

Dou por mim perdida em mim. Cansada das noites pequenas de sono. Dou por mim a cortar uma abóbora inteira em pedaços e a achar que é uma tarefa interminável. Dou por mim e as horas passaram. Dou por mim a pensar de onde vem tanta roupa para arrumar. Dou por mim a começar uma tarefa e outra e outra e sem concluir completamente as anteriores. Dou por mim a precisar ser mais disciplinada. Em meus pensamentos. Dou por mim e passaram os dias depressa. O que estou eu a fazer mal nos meus dias para as horas não me sobrarem? E passo longe das redes sociais. Dou por mim a pensar que preciso voltar a reler tantas coisas sobre organização, simplicidade. Dou por mim a precisar de inspiração. Que não encontro nos meus dias de casa. 

sábado, 29 de março de 2014

pequenos vícios

Tem chovido imenso por estes dias. Os meninos estão a fazer a sesta ao mesmo tempo. Coisa rara de acontecer. Pretexto para os meus vícios. O meu cappuccino. A Kinfolk que está lindíssima. E muito interessante. Não deixo escapar mais edições desde que descobri o atelier 51. E o bolo de que vos falei ontem. De banana. Eu usei açúcar amarelo e leite normal. Sem os frutos secos. Aqui não são tão fáceis de encontrar. Usei somente flocos de aveia e açúcar mascavado na cobertura. Mudar o nosso paladar. Sair de doces demasiado doces. E tão fácil de fazer. 










sexta-feira, 28 de março de 2014

último post

Desculpem mas achei por bem eliminar o último post. Existe em mim a necessidade de ponderar mil coisas antes de usar o meu blogue para esses fins.  Eu sei que é o meu blogue. Mas nem tudo deve ser dito aqui. Este é o meu sitio onde quase há um ano eu comecei a ser feliz. É assim que vai continuar. Um sítio para ser feliz. Com novas emoções. Sempre. Que somos nós sem os nossos desafios. Desejos. Revoltas. Quem sou eu se não for o meu dia cheio de coisas boas e menos boas. Coisas que faço acontecer e coisas que não dependem de mim. Será sempre assim. Quase um ano de blogue. E estou feliz. Estou feliz. Cansada mas feliz. É bom lembrar as coisas boas que nos fazem querer criar coisas ainda melhores. É bom lembrar. Ando esquecida. É bom relembrar. 
E sobre algo maravilhoso que descobri. Este blogue dedicado a comida vegetariana. Lindo e saboroso. Já experimentei este bolo de banana e é tão bom!! 






quinta-feira, 13 de março de 2014

Estou aqui

A verdade é que não tenho tido aquela calma no coração para escrever no blog. O pequeno j. iniciou a sopa e também já come papa. Já tem um dentinho até. Mas os dias são de ansiedade. Chegou a hora de ficar no infantário. E se não estranhou no primeiro e no segundo dia. Estranha agora. O mano não lhe liga muito. Acho que não está habituado a vê-lo na escola dele. Ou então associa-o sempre a mim e como não me vê na escola acha estranho. São fases eu sei. Fases de adaptação à mudança. Vou começar a trabalhar. Vamos entrar numa outra rotina. E que bem que sabe a Primavera que vem aí para ficarmos mais um pouco na rua. Para ver as coisas da rua. Se passarmos por vinte carros tenho de dizer as marcas, quando ele não conhece. E é um pouco dos nossos dias. Estou aqui.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

da gripe

A gripe apanhou-nos a quase todos cá em casa. O C. escapou. Começou o m. com febres muito altas, sem comer. Depois eu. Emagreci imenso porque não conseguia comer nada. Depois o pequeno j.. Foi uma semana difícil. Eu que até gosto do frio estou ansiosa pela primavera. Não consegui vir aqui apesar de querer partilhar algumas coisas. No domingo passado saímos um pouco de casa. Os dois a dormir no carro. Eu a ler a kinfolk 10. Estou mesmo apaixonada por esta revista. Já encomendei a número 11. Tudo aqui no atelier 51. Deu para respirar um pouco fora de casa. O m. só dizia "casa não casa não". Ele adora rua. Esperamos agora por melhor tempo. O pequeno j. começou ontem a primeira sopa. Fez cinco meses. Daqui a pouco estão uns homenzinhos os meus meninos. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

desabafo

O dia dos namorados está a chegar. E não me reconheço. Não suporto corações e mais coraçõezinhos. Irritam-me as declarações de amor no facebook. Devo andar mesmo cansada para estas coisas me irritarem tanto.  Mas esta música salvou-me. Tocou-me. Por tanto e por nada.












quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

De ser careta

Hoje o meu C. chamou-me careta (antiquada). Eu até concordei na altura, a brincar e sem importância. Que os meus filhos iam achar-me careta mais tarde porque não oiço um tipo de música que ele ouve, o que se ouve no momento. O passatempo preferido do C. é ouvir musica, pesquisar novos sons. Parei um pouco para pensar porque talvez seja tão careta desta forma. Eu não paro para ouvir música. Eu não consigo relaxar. Com os meus dois meninos eu estou sempre a antever mil coisas que podem acontecer e não aproveito os momentos presentes. Não falo só em ouvir boa música, falo de tudo o resto em que podemos descansar a nossa mente do turbilhão da nossa vida. Faz mais sentido que nunca abrandar o nosso ritmo. E continuo sem conseguir. Passo o dia a pensar nas mil coisas que preciso fazer e não paro no momento onde estou. Queria marcar um fim de semana aqui porque adorei o projeto, mas a minha cabeça impede-me porque tenho dois filhos pequenos, dão muito trabalho, vamos só cansar-nos e não aproveitamos, etc, etc, etc. Impensável ir sem eles... A maior luta de todas nos nossos dias deve ser contra nossos pensamentos. Admiro a pessoas de mentes leves que não fazem um drama por tudo e por nada.  

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

de ser mãe

Adoro ser mãe. Melhor do mundo é verdade. Mas o nosso coração passa a andar fora do peito. Para além de que neste momento exigem muito de mim. Há tempo para tudo em nossa vida mas este tempo não volta para trás. Por isso, não escolho vir aqui com frequência. Não escolho os meus dias de mãe stressada com os filhos adoentados, não escolho poder sentar-me e folhear a minha Kinfolk. Não escolho passar a noite a ler ou ficar acordada por causa da tosse do pequeno j..Não escolho. A escolha está sempre já feita. Dedicar-me o quanto baste aos meus dois meninos. Se fico sem paciência, muitas vezes. Também gosto de existir em mim e ter os meus momentos. Dedicar-me ao trabalho sem pensar nos minutos a mais. Dedicar-me ao blog. Mas afinal, eles precisam de mim e tenho de aceitar estes momentos em que nós mães ficamos um passo atrás daquilo que queremos ao que podemos realizar realmente. Eu sei que é importante eu estar feliz para eles. Mas dar-lhes de mim, mesmo que seja todo o meu tempo, também me faz feliz. A consciência de que sou mãe e do que significa ser mãe. Até posso escolher dezenas de objetivos para o meu novo ano e não conseguir cumprir um único porque tenho de estar presente para eles primeiro. Já sei que sou mãe galinha. Já sei que preciso relaxar mais. Já sei isso tudo. Mas é difícil fazer-me, moldar-me. Existem mães muito melhores, que seja. Eu estou ainda a aprender junto com eles.

sábado, 4 de janeiro de 2014

dias de chuva

Hoje pensei que dia tão fantástico para me deter um pouco na leitura. Acho que fui demasiado optimista estando sozinha com os dois pequenos em casa. Tenho o meu livro Kinfolk para apreciar e ainda não consegui deleitar-me com ele. E tenho o meu livro deste mês para ler e para cumprir o meu objetivo. A minha escolha incidiu sobre Anna Karenina de Lev Tolstoi. As primeiras páginas foram uma delícia.  Mas continuando, que dia de chuva maravilhoso para ler. Mas o pequeno j. chorou a manhã toda, já não sei que lhe fazer, se são cólicas ou se é outra coisa qualquer. Só acalmou quando chegou o pai. Agora dorme. Mas neste episódio de choro e mais choro o m. adora chamar a atenção para si. A minha casa ficou caótica em dois minutos. A meio da sua sopa o m. lembra-se de fazer gracinhas e soprar as bolinhas da canja que se espalharam no chão da cozinha. Não há nada de inspirador em momentos como estes. Talvez me dê para rir outro dia por causa disto, mas por mais que queiramos o nosso coração leve para pensar e fazer as nossas coisas, está fora de questão com episódios destes em que a bagunça e confusão reinam em todas as divisões da casa. Por agora vou respirar fundo. Fechar o mac e enredar-me nas personagens do livro. (segundos antes  de publicar este post o m. acorda…).


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

último dia do ano

Os meninos tem estado adoentados. Tenho estado com os dois em casa. Não tenho dois minutos para ligar o computador, quanto mais escrever o que vai dentro de mim. Dois meninos pequenos é igual a muito trabalho e paciência sem limites. Tenho andado nervosa. E não sairmos de casa também não ajuda. E logo eu que até gosto de sentir o ar bem fresco do inverno. Mas depois existem pequenas situações que nos fazem parar para pensar nas nossas atitudes, nos nossos dias. Servem de chapada psicológica bem dada. Não passava os dias com felicidade e apercebo-me que devo estar bem comigo. Devo isso aos meus filhos. Nem digo tentar (porque tentar é meio caminho para fracassar como diz a mum's the boss), mas ser feliz sim em todos os momentos que encontre. Somos muitas vezes um espelho para eles. Eles absorvem as nossas dores. Não quero isso para eles por isso vamos lá animar para entrar no novo ano. Depende tanto das nossas reacções o nosso bem estar e o bem estar dos que estão a nossa volta. O positivo nisto tudo é termos consciência do ponto a que chegamos e saber que podemos mudar. Não nos enrolarmos nos dias pessimistas. Vamos sorrir mais, vamos saber escutar os outros e o nosso coração. Vamos ser mais pacientes. Vamos acima de tudo perdoar-nos para podermos abraçar o bom da vida. Que venha 2014. Vamos conquistá-lo para nós. 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

dos presentes

Todos os anos é a mesma história. Presentes e mais presentes para toda a gente. Para mim é cansativo. Como são muitas pessoas, irmãs, cunhados, pais, sogros, etc. acabo por não saber sempre aquilo que dar, ou melhor aquilo que vão gostar ou precisar realmente. Porque só pelo gesto acaba por ser dinheiro mal gasto. Não me entendam mal eu gosto de oferecer presentes a todas estas pessoas e de coração. Mas este ano decidi finalmente não oferecer presentes aos adultos. E achei tão libertador. Serão só para as crianças. Na minha infância os presentes eram só para nós. Nós pequenas. Para as três. E dos meus pais. E recordo-me que ainda se fazia a magia do Pai Natal e da chaminé e só no dia 25 abríamos os presentes. Éramos bem madrugadoras nesse dia. É essa a magia do Natal que recordo. Adorávamos os presentes claro. Mas a partir de certa idade que magia existe senão aquela de celebrar em família. Não precisamos de presentes porque deixámos de ser crianças e deixámos de sentir a magia e a espera (impossível saber quais eram os presentes).
O papel pardo e as fitas vermelhas. Simples os meus embrulhos. O papel com desenhos e mais desenhos cansam-me. Não acho assim tão bonito. E melhor. Debaixo da árvore ainda não chamaram a atenção do m..