sexta-feira, 5 de setembro de 2014
perto de casa
Era domingo de manhã. O pai saiu com os meninos para comprar pão. Raras vezes que estou sozinha. Agarrei na máquina e tirei algumas fotografias. Só para não me esquecer de como sabe bem "bater o olho" em imagens do nosso dia a dia.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Como se anda por aqui
Eu não sei como ando. Tenho dias de uma paz inexplicável. Tenho dias de doer qualquer coisa cá dentro. E dias em que o quotidiano é a minha salvação. Buscar os meninos na escola. Os banhos. Preparar-lhes a sopa. Abraçá-los muito. Sei ainda para onde caminho. Alguma incerteza, em algumas horas. Mas ainda assim sei para onde vou. Sei o que sou. Sei o que não quero ser e o que não combina comigo. Sei os alicerces que nunca existiram, que nunca foram construídos e não vão ser mais.
O meu Miguel fez três anos na passada terça-feira. Estava feliz. Um bolo com o Faísca Mcqueen. Os primeiros dias de escola.
O João chora imenso quando o deixo de manhã. E sorri imenso quando o vou buscar.
O mês de setembro chegou. E é a altura do ano que gosto mais. Quando o outono vem substituir o verão.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
acontece-me
Acontece-me passar por vários estados de alma num pequeno número de dias. Raiva, fúria, revolta, dor, lágrimas, certeza, amor, desamor, e agora uma felicidade de quem se gosta e sabe o que quer. O amor próprio que nos faz feliz por dentro. A felicidade que vem de dentro. Do que somos. Do que não deixamos que façam connosco. Do que somos perante o que os outros nos fazem sentir. Acho que é assim que se ganha uma batalha. Cada um ganha a batalha como quer. Eu ganho-a pela voz bonita que oiço dentro de mim.
domingo, 17 de agosto de 2014
dias de praia
Os meninos foram à praia. Chegámos. O meu Miguel não queria tocar com os pés na areia mas depois adorou a sensação. E do mar sobre os pés. A primeira vez que ele foi à praia foi com a idade do João. Agora. O Miguel nunca quis tocar, o João pelo contrário adorou a sensação, até provou a areia. Vimos o pôr do sol. Sentimos o frio do mar. Comeram muitas batatas fritas. Adormeciam assim que chegavam ao carro. Foram dias felizes. Dias perfeitos. Ou as piores férias de sempre. Dedo partido. Sopa no carro. Mas somos nós que escolhemos os momentos que queremos recordar. Eu quero recordar estes. Os melhores. E rir dos imperfeitos.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
da noite
Passaram os dias. Dias de férias e não abri o blogue até hoje. Agora é noite lá fora. Os meninos dormem aqui ao meu lado, um sono leve. Espreitei a noite e não parece de verão, parece maresia ali fora. E estamos bem longe de mar ou rio. O meu choro ficou um pouco atrás deste post. Levantei-me e escrevo. Depois do choro. Depois do choro fica sempre o que podemos fazer por nós. A dor é inevitável. Ela aparece sempre nas mais diversas situações. Ainda há pouco parecia não aguentar. O que posso fazer por mim. Foi a pergunta que me fiz. Porque não posso fazer nada em relação à dor, à situação. Não posso mudar a situação. Mas posso fazer algo por mim. Ler um bom livro. Fazer as minhas coisas. Ter os meus projetos. Mesmo que sejam só na minha cabeça, mesmo que demorem a concretizar-se faz bem pensar neles depois do choro. Saber que somos alguém. Que estamos vivos. Que temos sonhos só nossos. Que não nos podem roubar. Ficar quieta. No meu canto. Apesar de cá dentro gritar. Sim de vez em quando tudo grita cá dentro. E agora deu-me fome. Vou petiscar. Sem lágrimas. Com vontade de mim.
terça-feira, 29 de julho de 2014
do verão
O verão aqui. Mas penso já nos dias que vão chegar do outono e depois o inverno. Não sei aproveitar o momento presente. Fujo sempre para os momentos seguintes. Não sei bem o que estou a fazer com a minha vida. Tenho tantas ideias, tantos projetos e acabam por ser apenas isso. Ideias e projetos. De que me servem sem o fazer, sem o agir. Posso pesquisar, divagar, enamorar-me de mil coisas. Mas não traz nada de significativo. A desculpa de estar demasiado ocupada com a casa e os meninos. Começo a ficar farta do planear e das mil formas de nos organizarmos. Eu quero fazer. Neste momento é essa a minha angústia. Ter mil ideias e não saber concretizá-las. Eu adoro pessoas que fazem. Que criam. Era a isso que me propunha quando iniciei este blog. Ao fazer. E detesto estas duas pequenas palavras que aparecem no meu pensamento nestas alturas. Não consigo.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
da depressão
Nos últimos dias surgiram mudanças significativas em mim. O poder do nosso pensamento. Estava a entrar em depressão. Não tinha vontade de fazer nada. O meu pensamento ia sempre para todos os cenários mais pessimistas possíveis. Com o trabalho, com a casa, com o C., comigo principalmente. Sobre mim. A desculpa era o cansaço. Sempre o cansaço. Mas era muito mais que se ia acumulando em meus pensamentos. As discussões. E depois uma chapada psicológica bem dada. Deu-me um jeito enorme para dar a volta por cima. Mudei a forma de pensar, porque assim que chega um pensamento daqueles eu consigo identificá-lo e deixá-lo ir embora facilmente. Muito facilmente. É só dar espaço para os outros tão bons e tão construtores de coisas boas. Acredito que existe depressão sim, mas acredito que é a nossa forma de pensar que a cria. Medicação para depressão. Não consigo aceitar. Se conseguirmos controlar o nosso pensamento conseguimos controlar o nosso corpo. É muito provável. É que desde que substituí os meus pensamentos sinto-me mais forte, menos cansada e consigo fazer muito mais em minha vida. E na vida dos meus.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
stop complaining!
Os meus últimos meses foram passados a queixar-me de tudo. De tudo quanto é possível queixar-me. Tornou-se de tal modo um hábito que parece impossível sair dele. Os maus hábitos adoram fazer isto. Instalarem-se sem grande esforço. Mudar a nossa forma de pensar sobre a nossa vida. Esse é o grande desafio. Haverá quem seja tão simples e veja a vida de forma tão leve. E existo eu. Com pensamentos que chegam. Pesados. Com uma carga quase insuportável. Não abraço o que vem de forma suave. Não. Tenho sempre de ver algo, criticar algo. Suspirar porque não é perfeito como imagino. Tenho um feitio bem tramado. Embora, para meu consolo, tenho noção desta minha vertente mais pessimista. Sorte a minha. Porque talvez por isso, por me conhecer, por analisar o que sinto, por olhar como reajo a certas situações e, principalmente, por ultrapassar isso tudo que sou mais feliz. Que consigo ser feliz. Porque apesar de todos os meus defeitos. Consigo perdoar-me. E seguir em frente. Hoje vou fazer diferente. Não vou queixar-me. Vou fazer. Algo que seja importante, para mim. Para os meus meninos. Para o mundo.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Final do dia
Ontem deitei o João, ainda era dia. Mas o sol já não existia. Já tinha jantado. Fui apanhar roupa. Estender mais roupa. Regar a horta. Foram cinco minutos de absoluta calma. Eu, a água, as ervas daninhas, o cheiro a terra molhada. A lua. A cor do céu. Pensei que tranquila me sinto agora. Só preciso de uma boa noite de sono. Depois de arrumar a cozinha e preparar as roupa para o dia seguinte. Mas depois o Joãozito começou a chorar e passou a noite assim. Acho que foi do peixe que comeu do nosso jantar. Torcia-se todo com dores de barriga. Algumas manchas na pele. O nariz entupido. Talvez eu tenha apenas dormido uma hora durante a noite e não foi seguida. O meu Miguel que me acordou de manhã a pedir leite. Banho rápido. O João a dormir ainda. O mano ao lado dele. Sem birras para sair. Mais um dia.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
da vida (mais) simples
Quando iniciei o meu blog há mais ou menos um ano atrás a minha inspiração foram aqueles blogs que falavam em vida simples, organização da casa e do dia-a-dia. Pareceu-me sempre tudo tão bonito e perfeito e organizado que achava que conseguia ter uma vida onde conseguia fazer tudo o que queria, bastava um pouco de organização e boa vontade. E passado este tempo, depois de muitas leituras, de saber aprender a gerir o meu dia, etc, etc, etc, a minha vida está um caos. Eu bem que queria fazer pão em casa, eu bem que queria cozinhar coisas novas e saborosas, eu bem queria regar a minha horta antes de anoitecer. Eu queria. Eu quero muito isso tudo. O meu dia começa durante a madrugada. Três da manhã. Leite do João. Voltar a adormecer logo. Nem por isso. De manhã bem tento levantar-me primeiro que eles mas estou super cansada da noite que pouco descansei. O C. já saiu faz algum tempo. Preparar o leite e dar ao João. Coloco-o na cadeira da papa na casa de banho para poder tomar um banho. Já gatinha o meu menino. Tão lindo. Mas só quer ir para onde não deve. Vestir-me com ele colado às minhas pernas. Preparar o leite do Miguel. Acordá-lo. Vestir os dois. Há dias que faço o meu café porque adoro. Outros dias não consigo. Deixá-los na escola. Trabalho. Hora de almoço. Uma hora. Vou às compras. Passou meia hora. casa. Estender a roupa ou colocar a maquina a lavar. Comer qualquer coisa. Trabalho. Hora de sair. Buscar os meninos. Casa. O João a querer colo. O miguel vê os desenhos animados preferidos do momento: o toy story. Chama-lhes o chapéu. Por causa do chapéu do woody. Banhos. Sopas. Jantar. Eu estou exausta no final do dia. Sem vontade de passar a ferro. Sem vontade de fazer pão ou um bolo. Sem vontade de ler. Tenho de me perguntar como fazem as outras pessoas, que conseguem fazer tudo? O que estou a fazer errado? O tempo a mim não me chega. Voa. Voa tanto. Isto não é vida simples. Eu estou exausta. Ter uma vida simples é não correr com o eu corro todos os dias para ter as coisas básicas feitas. Uma vida simples seria ficar em casa a cuidar da casa, amassar o pão e metê-lo no forno. Aprender a fazer o meu crochet. E onde está a sustentabilidade disto tudo? Como ter depois dinheiro para todas as despesas? Será que dá mesmo para voltar a ter uma vida mais simples? Parece-me que isto só resulta se estiver em casa. Ou trabalhar em casa? Será que é mesmo dos meus meninos serem tão pequenos qe não está a resultar? Ou sou eu que idealizo algo que não existe, nem pode existir?
segunda-feira, 7 de julho de 2014
da solidão
Vejo-me tão diferente de toda a gente. Não estou a criticar. Mas senti que era a única que estava pouco se importando com o mundial de futebol. Não vi um único jogo. E gosto desta minha solidão. Porque não é só nos jogos de futebol que estou à parte. Em tantas outras coisas. Estou tão fora de multidões que aclamam artistas, que seguem com histerismo figuras públicas. E por não sentir essa euforia não consigo compreender a euforia dos outros. Não consigo. Sou muito mais dada a calmarias. Engraçado é que cresci a achar que estar feliz era isso de adorar divertir-se e fazer parte de qualquer festa. Acho que dito assim até parece que não sou uma pessoa divertida e não sei ter alegria. Mas não é nada disso. Sou feliz sem precisar de exteriorizar assim tanto a felicidade. E chega-se a uma altura da vida em que não precisamos mais seguir multidões.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
do tempo
Fiquei bastante tempo sem vir aqui. O joazito fez uma bronquiolite e fiquei em casa com ele. Nos momentos em que dormia era a casa que chamava por mim. Como é possível ter tantas coisas para fazer em casa? Queria que estivesse tudo já no sítio, mas estas coisas levam tempo. Mudo ali uma coisa, ali outra, até ficar perfeito. Hoje voltei ao trabalho, mas o meu mais pequeno não parece estar melhor. Talvez uma visita ao pediatra mais logo. O Dr. Jardim. Em Coimbra. Gosto da forma como ele tem paciência para nós mães. E explica tudo ao pormenor. Todas as dúvidas.
Os dias continuam a passar por mim e nem me apercebo. Mas acho que não tem importância. Não podemos achar que todos os dias tem de ser maravilhosos ou marcantes. Tenho o jantar pronto, as sopas feitas, os banhos tomados, roupa limpa, beijos adoráveis, birras frequentes, o nosso bem-estar do dia-a-dia. Isso que me importa agora. Não estamos a pensar em gozar férias. Em tirar uns dias maravilhosos na praia em que tudo parece perfeito. O trabalho está em primeiro lugar, as responsabilidades. A responsabilidade. Já fico tão feliz que possamos apenas descansar um pouco os quatro juntos. Um churrasco em casa. Uma sesta. Um filme. Comida boa. Os dias de verão que teimam não chegar por aqui.
terça-feira, 24 de junho de 2014
do cansaço
O cansaço já anda a fazer das suas no meu organismo. Penso sempre que aguento tudo, que posso passar horas sem comer ou mesmo sem me alimentar com o que me faz bem. Acho sempre que consigo suportar tudo. Mas não. A mudança de casa e as horas que passo a correr de um lado para o outro sem almoçar e às vezes sem jantar (porque não me apetece) está a dar os primeiros sinais em como tenho de acalmar. Ou deixo de aproveitar tudo o que estou a construir. Penso porque raio leio bastante sobre abrandar e estou a fazer o oposto como se precisasse ter tudo pronto hoje. Porque a minha cabeça está a mil, com imensas coisas por fazer mas o meu corpo não consegue seguir este ritmo. Não estamos em sintonia. Parece que só quando conseguir fazer estas coisas todas que tenho na cabeça que vou conseguir descansar um minuto, mas não é bem assim. Porque todos os dias há coisas novas para fazer.
Ontem sentei-me a jantar uma sopa de feijão-verde. Todos à mesa. E soube-me pela vida aqueles minutos em que estava sentada e a comer algo que me faz bem. Parece a coisa mais normal do mundo. Sentar a comer à mesa, mas para mim, nesta fase, com os dois pequenos parece a coisa mais anormal nos meus dias.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
ainda a casa nova
Já sabem que mudei de casa há pouco tempo e é a melhor desculpa que tenho para não conseguir vir aqui. Mas tenho estado a pensar no blogue e na mudança que quero para ele (mim). Mas sabem aquela sensação de vamos fazer uma coisa de cada vez? E aproveitar a dedicação a essa coisa? Pois, sinto-me um pouco assim. Preciso dedicar o meu pensamento à casa. Onde colocar algumas coisas que faltam. Os cortinados, os quadros e depois o jardim que precisa de atenção e planeamento. Parece pouca coisa, mas prefiro assim. Dedicar-me a uma coisa de cada vez. O blogue vai ter uma cara nova lá para setembro com o início do outono. O tempo vai voar até la. Por enquanto e sem nada de especial para partilhar vou escrevendo por aqui sem pressas porque tenho duas sopas para preparar e refeições para planear e horta para regar e fraldas para mudar e banhos para dar. Vai ficar calor e não gosto assim tanto. Claro que os dias estão enormes e tenho de aproveitar. Não existe comparação possível em viver num apartamento e viver numa vivenda com jardim e horta e espaço para correr e os meus meninos que o digam.
terça-feira, 3 de junho de 2014
mudança de casa
Estou ausente por motivos de mudança. Está quase. Estamos numa casa quase vazia. E vamos para uma casa quase cheia. Quase cheia de vida, de sonhos, de risos e amor. Tenho andado ausente de falar com as minhas amigas. Que preciso tanto. Os dias passam cheios. Mas ainda tenho um tempo para falar da vida, com uma pessoa a quem tenho muito em conta, uma pessoa de vida feita e com tanto ainda por fazer. Ela dizia que diz sempre à sua filha para ter uma linha na vida e seguir essa linha, esse princípio, essa meta. Devia casar por amor e continuar a seguir essa linha, com a família de um lado e o trabalho de outro. Quando a família (marido e filhos) precisa mais de atenção temos de abdicar um pouco do trabalho e da carreira e quando estamos mais estáveis na família dedicar-se ao trabalho e gerir a vida sempre a seguir aquela linha que criámos para nós. Ela sabe bem o que está a dizer. Quando existe amor e confiança no casal existe tudo. É a base de tudo o resto. Para filhos felizes, para suportar o cansaço, para superar os problemas, para cada um continuar a crescer de forma segura e mais confiante. Casar por amor. Parece idealista demais e romântico demais. Mas é a base mais importante. Saber para onde se quer caminhar. Definir a linha. A nossa linha. E segui-la.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
longe do facebook
Afinal é muito fácil ficar longe do facebook. Pensei que fosse algo que me fizesse falta por estar tão habituada a ele. Mas afinal não dependo assim tanto dele. Entrei apenas uma vez esta semana e durante pouco tempo. Uma noite destas em que adormeci a adormecer o joão e apercebi-me que não tinha jantado. Levantei-me para comer qualquer coisa e passei pelo facebook, mas durante pouco tempo. Não fiquei mais um pouco, mais um pouco como tantas vezes. Fico feliz por isso. Desabituar-me de um hábito que não é muito importante. Claro que o facebook traz muitas coisas interessantes, mas também traz coisas muito pouco interessantes o que é a maior parte. Neste momento identifico-me muito mais com o Pinterest. Qualquer assunto ou tema é aí que vou procurar. Não é por acaso que a imagem tem o poder que tem. Este blogue descobri-o por lá. Pratos e travessas. Gosto da fotografia e da comida. Duas coisas que me apaixonam neste momento. Juntas de preferência.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
da chuva
Dou por mim a comentar com as pessoas no dia a dia que saudades de chuva e toda a gente me acha no mínimo estranha. Como se pode ter saudades de chuva a caminhar para o verão? Eu tenho e sabe-me tão bem estas gotas de água a cair, o dia cinzento, o frio que não é muito. Gosto da nostalgia que traz consigo. Do barulho da água a cair, a bater no vidro das janelas. E gosto ainda mais da minha horta e do meu jardim a receber esta chuva. Ainda não mudámos para a casa nova, mas passo por lá quase todos os dias para deixar mais um pouco de nós. Esta adoração pelos dias cinzentos deve ser porque nasci em Outubro, Outono, mas a verdade é que gosto desta rotatividade de estações. Não gostaria de morar num país tropical ou num país com frio todo o ano. Abençoada chuva. Sábado já teremos o sol novamente.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
da introspeção
Ontem à noite quando estava deitada em minha cama para dormir ainda tive tempo de pensar em algumas coisas. Apercebi-me de como sabe bem poder ter uns minutos para pensar na vida e em nós antes de adormecer. Geralmente, adormeço logo logo sem conseguir pensar em nada. Aliás, nem consigo pensar de tanto cansaço. Conheço o meu cansaço. Não vou culpar só as noites sem dormir. Podia cuidar melhor de mim. Alimentar-me melhor. Pensar nas minhas refeições à hora de almoço que acabam por ser o que houver em casa. A prioridade é as sopas dos meninos, a roupa, a casa, a mudança de casa. Dou por mim a pensar nestes minutos antes de adormecer que a minha vida precisa de introspeção. Sim, preciso recolher-me a mim. Recolher-me a mim significa estar longe de distrações como o facebook que parece um vício como se fizesse parte do meu dia a dia. Esta semana não vou ligar o facebook e espero consegui-lo. Vou dedicar o meu tempo a coisas banais, mas sem pressa. Vou aproveitar para pensar em mim enquanto estou a fazer uma sopa ou quando estou a arrumar a roupa de inverno na nossa casa nova ou a plantar algumas ervas aromáticas no jardim. Pensar em sentimentos e atitudes. Abrir um livro com a mesma facilidade que se abre o facebook.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
do estilo
Acho que nunca falei sobre este assunto aqui no blogue. Ou talvez já. Mas o que sinto neste momento em relação à roupa e ao estilo está um pouco confuso ainda. Tem dias que acho que descobri o meu estilo, mas acabo por perceber que não. E a confusão no guarda-roupa continua. A roupa que está demasiado gasta por tanto uso por ser aquela com que me sinto melhor, coloco de lado. Não fica a fazer monte. E aquela que sei que não gosto de usar e não me fica bem, também dou. Estas duas partes eu aprendi muito bem com vários blogues que falam sobre o assunto. Mas dou por mim a comprar ainda peças que não me sinto à vontade de vestir. Apesar de gostar daquele estilo. Como duas saias rodadas pelo joelho que comprei e que ia adorar colocar com uma sabrina. Isto tem estado no guarda-roupa sem vontade de colocar em mim. O meu fascínio agora são sapatilhas. Sapatilhas e calças de ganga. Será que o estilo pode ser assim tão incerto como o nosso estado de espírito? E agora tenho de comprar mais dois pares de sapatilhas para ficar satisfeita. Para poder andar sempre de sapatilha. Estes comprei-os ontem. E adoro-os. Mas até quando?
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