terça-feira, 16 de dezembro de 2014

das manhãs frias

Estes dias tenho acordado primeiro que todos em casa. Vejo o sol nascer. Acendo a lareira para a casa ficar quentinha quando se levantarem. Saio à rua para buscar lenha, São sete horas da manhã. Por incrível que pareça não acho assim tanto frio. O ar que respiro, esse ar da manhã é o melhor para a minha alma. Uma vez li aqui (não consegui encontrar o post) que o "ar fresco nas trombas" é o melhor remédio para os nossos problemas. E não há dúvida alguma. Preparo o café. O pequeno -almoço. Os meninos dormem. O C. também. Fico a ver o sol a nascer por entre as nuvens. Passo os olhos pelo novo livro da Mafalda Pinto Leite. Lindo. O que me vale, aqui perdida, neste fim de mundo são estes livros, revistas que compro online. Ando faminta por boas leituras e bom gosto. Boa cozinha. Boa fotografia. Bom design.



segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Beirut

A minha música do momento. Gosto tanto. Beirut.



quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

das coisas (tão) boas

Hoje comecei o dia com um sorriso na cara. O meu C. chega hoje. Que saudades dele, da nossa família, de nós quatro. Recebi dois livros que encomendei na Amazon. Este porque adorei o trabalho da Ana Morais no seu projeto casulo e quis saber um pouco mais do assunto. E este porque acho interessante fazer-se um livro com este tema, os "makers" para além de que a autora é Jennifer Causey, da qual admiro imenso o trabalho. Adoro. Depois o meu sorriso continua porque aparecem pessoas em nossa vida que são de todo boas pessoas, daquelas com quem sabe bem conversar, que trazem um brilho no olhar, de quem tem um coração cheio de coisas boas para dar. Estou mesmo a pensar na querida Paulinha que me passa a ferro todas as semanas, por exemplo, e podia referir outras mais. Como é bom passear um pouco pela vila e aperceber-me disso. Num dia de sol. Como este. 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

da ausência sentida

Temos estado sozinhos. Eu e os meninos. O C. viajou em trabalho. O Miguel começa a perguntar cada vez mais se o pai vem a casa dormir e quando traz a prenda dele. O João não manifesta tanto esta ausência, apesar de já dizer a palavra "papá". Foram três dias de casa, frio, lareira acesa e sem o pai. Esta ausência de poucos dias faz-me sentir uma saudade imensa por ele. Faz-me sentir que sou feliz ao lado dele. Que aquele laço invisível que nos une é a minha maior tranquilidade. 
Ontem enquanto lavava os dentes o Miguel da sala ria muito e dizia para mim "mãe olhó mano, olhó mano está a andar sozinho!". O nosso Joazito estava a andar sozinho. Já tem 14 meses e estava a demorar. Tem sido devagar, ao ritmo dele. O Miguel começou a andar quando faltava uma semana para fazer 1 ano, foi tão rápido que nem dei conta. E o João estava tão feliz por estar a andar sozinho, melhor, estava tão feliz porque o mano mais velho estava radiante de o ver andar sozinho. Ficou registado na minha memória. E agora aqui.   

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

da ruindade

A minha semana tem sido vazia. A única coisa que tenho recebido do mundo para os meus pensamentos e para as minhas reflexões pessoais é hipocrisia. E dessa eu não vou falar. Provavelmente eu tenho-me em muito boa conta para achar que todo o mundo à minha volta não tem bom senso e são apenas manipuladores (de meia tigela) para o seu ego. Ando tão ruim ultimamente. Não suporto o "poucochinho" das atitudes alheias. Estou a tornar-me mais sarcástica e, por conseguinte, mais arrogante que nunca perante certas situações. E devo voltar à minha serenidade ou então fica incomportável viver em sociedade. Porque existem pessoas com valores diferentes. Com formas de viver diferentes. E há que aprender (mais uma vez) a aceitar isso. É pedir muito que as pessoas à minha volta não queiram o pior de mim? É que eu consigo ser tão boa pessoa também.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

do julgar e saber julgar-se

Nos últimos tempos tenho visto pessoas à minha volta que sem carisma, sem ética, sem uma base sólida de princípios, sem carácter se colocam a jeito e chegam onde outros não chegam. Com permissões superiores obviamente. Não tem sido exclusivamente nos últimos tempos, mas tem-se notado cada vez mais. Uma destas manhãs, enquanto trazia os meninos para a escola, ouvia na rádio que cultura não significava saber muito sobre um tema, cultura significa saber e conhecer o que faz parte do mundo e da sociedade para poder julgar, sim julgar os outros. E saber julgar-se a si mesmo. Ora se me sei julgar a mim mesmo, então, tenho o poder de julgar os outros. Eu ouvi apenas duas frases e não sei de que livro falavam. Mas achei marcante esta forma de pensar, a de julgar os outros. Ouvimos sempre que não devemos julgar as atitudes dos outros mas onde ficamos então? Eu tenho o direito de julgar as pessoas à minha volta, como pessoa consciente que sou, que sei julgar-me a mim própria. Tenho o dever de julgar a mediocridade que existe à minha volta. Tenho o dever de condenar esta mediocridade instalada. Mas e depois do julgar? O que posso fazer para construir algo sólido, com valores e princípios que falam por si só? Como fazer as pessoas voltarem a acreditar num sistema que funcione a pensar em todos? Como podemos banir algo que foram as próprias pessoas que ajudaram a construir através e só da mediocridade? E a verdade é que (para além de sonhadora) acredito nisto, num mundo melhor, com pessoas melhores.   

sábado, 29 de novembro de 2014

da madrugada

São cinco horas da manhã. Estou acordada desde a uma e meia. Hora que dei o leite ao João. Tenho andado às voltas na cama e não consigo adormecer. Levantei-me. O dia de ontem foi bastante agradável. Esteve sol e saí com os meninos para dar uma volta na vila e ver as montras do natal, comprar fitas para os presentes para colocar sobre a árvore que já fizemos. Passámos na avó. Voltamos para casa. Brincámos. Depois a sopa e um sono que durou pouco. Deu tempo para arrumar as coisas em casa. Sair à rua, colher uma laranja, descascá-la com o sol bem em cima de mim. Respirar fundo. Um dia sem grandes emoções. Só nós e a nossa casa. As nossas tostas. O sumo de laranja. A nossa lareira. Os nossos risos. E, depois, o meu pensamento que não me deixa dormir. O meus pensamento que não me deixa estar em paz.