Hoje estou demasiado triste. Pelas coisas que não resultam na nossa vida. Só porque somos diferentes. Só porque vemos o mundo com os nossos olhos, o nosso coração. Só porque sentimos com os nossos sentidos. Cada um para si. Pela não harmonia que se instala. Hoje estou profundamente triste. E, dentro desta tristeza, pensei, talvez seja mesmo assim, talvez seja isso. Como se não tivesse que ser. Como se o universo girasse e conspirasse para isso. Não forçar algo. Deixar fluir. E assim encontrar um novo caminho. A vida é feita de novos caminhos, novos sentidos. A coragem que se perde. A coragem que se ganha. O medo. A aventura. O coração apertado. O coração livre. A procura. A procura. O caminho.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
do amor próprio
Tenho pensado um pouco na diferença que existe entre auto estima e ter amor próprio. Não me considero uma pessoa com muita auto estima, mas tenho um enorme amor próprio. Gosto de mim. Não tenho necessidade de ter pessoas à minha volta a bajular-me, a admirar-me, a gostar de mim. Estou bem se estiver sozinha. Tenho mil coisas para pensar, fazer na minha solidão. Não ando atrás das pessoas para olharem para mim e saberem que existo. Reparei que há pessoas que necessitam disso. E, aparentemente, com bastante auto estima. O meu problema com a auto estima sempre foi ter receio do que as pessoas vão pensar de mim. Apesar de já ter ultrapassado isso, são tantos anos a viver assim que acaba por ser um vício, que faz de mim a pessoa que sou, calma, tranquila, no meu canto, no meu mundo (não me interpretem mal, sou uma pessoa sociável q.b.). Mas descubro agora que ter amor próprio acaba por ser bem mais importante. Pela forma de estar na vida. Sigo os meus passos. Não entro na vida das pessoas. Não preciso de chamar a atenção. Não bajulo. Não sei bajular. Não preciso que me bajulem. Estou bem na minha quietude.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
dias de calor
Os dias vão passando. Já vamos com alguns dias de fevereiro. Dias frios. Dias de sol. Os meus meninos estão crescidos. Continuo a querer abraçá-los tanto no final do dia. Quando os vou buscar. Faço o jantar. O João chora atrás de mim. O Miguel está sempre a tirar-lhe os brinquedos. Temos histórias novas para contar. A noite continua desperta para mim. Há uma felicidade em mim. Que só eu conheço. Uma felicidade que é uma liberdade que dou aos outros. Que é a minha liberdade também. A felicidade de um bem que trago no peito. De um amor que trago por mim. Que durante muitas fases da minha vida não senti. Conheço a sua ausência. E, por isso, lhe dou tanto valor quando o carrego no meu peito. Posso dizer que estou apaixonada por mim. Pelos meus pensamentos, pelo meu olhar sobre o que gira à minha volta, pelo meu mundo.
Hoje vi este video que me fez sentir saudades do verão. E eu nem sou uma pessoa de sentir saudades de alguma coisa. Gosto de viver o meu presente. Mas senti tanta paz com estes dias de calor.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
da gripe
Há imenso tempo que não venho aqui ao blogue. Estas minhas ausências coincidem muitas vezes com os meninos ficarem adoentados. Febre. Primeiro o Miguel e depois o João. E eu também. Outra vez antibiótico ao Miguel. Amigdalite. E, na verdade, estou sem inspiração para escrever o que quer que seja. A semana passada. Uma notícia que mexeu muito comigo. Uma pessoa dos meus dias. Um cancro. Como muda a vida das pessoas. Choro. Choro. Choro. Por qualquer coisa. Pela febre do Miguel. Pelo choro do João à meia-noite. Choro do cansaço. E ninguém precisa perceber este meu choro fácil. Não preciso que entendam. Estou bem. Tenho dias felizes. Momentos de choro. Sei-me. E isso é quanto baste.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
da solidão
A semana passada comecei a escrever um post sobre a descoberta que fiz da macrobiótica. Conceito que não tinha aprofundado ainda. Engraçado que hoje ia escrever sobre a minha solidão de ideias e ideais e valores e lembrei-me que o que me despertou para a macrobiótica foi este desabafo da Diana Baptista no facebook (i love bio) sobre o caminho solitário da macrobiótica:
"Lembro-me de uma vez Francisco Varatojo, numa consulta, me ter dito: "A Macrobiótica é um caminho solitário". Essas palavras ficaram a ecoar dentro de mim.
Lembro-me de uma vez a minha Tia me ter dito que um vizinho, de uns 50 anos na altura, não ter casado por não ter encontrado nunca nenhuma mulher macrobiótica que amasse. Essas palavras, há uns 10 anos, pareceram-me estranhas. Tanta gente para amar e ele não tinha encontrado ninguém que amasse?!
A Vida é solitária. Se é. Mas é especialmente o caminho que é solitário, não a Vida em si. Podemos optar por viver a vida em manada - uma 'vidinha'. Se quisermos transcender a matéria, essa tal de 'vidinha', a Vida é solitária. Só pode ser solitária. Não solidão, não me interpretem mal. É solitária. Solitária de sozinhos connosco mesmos.
Há umas duas semana, convidei alguns amigos para um jantar de passagem de ano em minha casa. "Macrobiótica", disse, "eu cozinho, vocês vão gostar, não precisam de gastar dinheiro sequer, só peço que cada um traga ou uma sobremesa ou uma bebida". Ainda insistiram "mas vê lá... Vai haver comida?" ou "não é melhor levarmos o jantar?". Não, "eu cozinho, não se preocupem com nada, é só estarem lá às 21h30 com uma bebida ou uma sobremesa". E ainda lhes disse que era apenas uma refeição, uma vez na vida, uma oportunidade para reflectirem, expandirem a consciência e experimentarem sabores novos (tudo biológico, de qualidade, como nenhum deles come nunca, porque é caro, porque não vale a pena, porque não percebem o que é comer ou alimentar-se...), que eu fazia muito gosto em convidar e cozinhar. Consegui convencê-los. Aparentemente. Tudo certo, 10 pessoas confirmadas.
Sexta feira encomendei os produtos para os 10 na Próvida - Produtos Naturais. Seitan para um assado com batata doce e legumes, patés, chouriça vegetal para assar, tofu para uma quiche com legumes, Tempeh para umas entradinhas boas,... O resto - legumes, batata doce, etc... - ia comprar amanhã. Pensei também na decoração: tudo azul e prateado, balões no teto, marcadores de lugar de festa, letras brancas da CASASHOPS.pt com os números 2015,...
Ontem numa mensagem uma amiga - das mais amigas - diz-me que ela e o namorado vão levar paio. Pedi-lhe que não, que era um jantar vegetariano e que se não se importasse de não comerem um vez carne, que agradecia, porque era em minha casa e não queria contribuir para o sofrimento animal. Disse que não, que o namorado era esquisito, e que ia passar fome se não levasse o paio (??). Disse-lhe que mesmo que ele não gostasse eventualmente de seitan, que nunca iria passar fome, porque poderia sempre comer as entradas, as sobremesas, os acompanhamentos do assado (legumes, batata, arroz,...). Disse-me que eu era radical. Disse-lhe que radical estava a ser ela. Disse-me que eu não podia obrigar ninguém a não comer carne. Disse-lhe que não lhe pedia que não comesse, só nessa única refeição, em minha casa, só nessa, apenas uma, pedia que não houvesse carne. Disse-me que sendo assim não iam. Que se fazia em casa dela. Disse-lhe tranquilamente, com o coração apertado e vontade de chorar e gritar e dizer coisas que me iria mais tarde arrepender, eu sei, que se não quisessem vir eu teria de aceitar, mas que mantinha o jantar em minha casa para quem quisesse vir.
Por um paio.
O caminho [especialmente o] mais elevado é solitário. É como ao topo das montanhas, não chegam todos. Mas também não querem chegar todos. Muitos preferem ficar cá em baixo, onde circulam, em círculos, muitos. É mais fácil. É menos ousado. E menos solitário. Muitos não repararam sequer que existem montanhas e cumes,para além dos olhos postos no chão, das palas da mente, da matéria.
Durante a maior parte da vida, nunca disse nada a ninguém. Diziam: 'Leite faz tão bem e tem tanto cálcio!..' e eu nada. 'Prova umas moelas...". E eu nada. "Tenho de ir à farmácia buscar qualquer coisa, ando sempre constipado". E eu nada. "Ando a fazer dieta, deixei de comer arroz". E eu nada. "O meu filho está sempre doente..." E eu nada. "Feijão com arroz faz mal". E eu nada. "O McFish é uma boa opção para quem não come carne". E eu nada. Ia aos jantares e almoços, com pratos combinados de carne, e comia só os acompanhamentos. E não dizia nada.
Depois [estupidamente] achei que podia contribuir de alguma forma para que outros alargassem horizontes, achei que devia partilhar o que sei, que esses infelizmente não tinham tido acesso como eu, ao conhecimento. Achei que podia mudar mentalidades. Que podia mudar o mundo, se conseguisse transmitir aquilo que é simples, evidente. Para mim. Não só alimentação, não só consciência dos outros Seres que sentem, não só corpo. Mas também espírito, conduta, mente, filosofia, religião. E até agora, em cerca de 4 anos, só duas pessoas ouviram com o coração... Só para duas pessoas fez o 'click', como se sempre tivessem sabido, mas estivessem às escuras e alguém tivesse simplesmente carregado no interruptor. E fez-se luz. Fácil.
Eu enganei-me, confesso. Não se pode mudar o mundo. O mundo não tem discernimento para mudar. Seria mais fácil mudar de mundo, para outro planeta, limpo, puro, do que mudar este mundo.
É mesmo assim. Por muito que custe. Por muito que alguns não quisessem que fosse assim. "A Macrobiótica é um caminho solitário". Cabe a cada um, que está nesse caminho, aceitar que é solitário, e sentir-se acompanhado, mais não seja por si mesmo.
Nascemos sozinhos e morremos sozinhos. Mais vale não nos habituarmos muito à não-solidão. Se não, é capaz depois de custar mais. [Deve ser por isso que me deparo com tantos corações surdos.]"
Nascemos sozinhos e morremos sozinhos. Mais vale não nos habituarmos muito à não-solidão. Se não, é capaz depois de custar mais. [Deve ser por isso que me deparo com tantos corações surdos.]"
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
do Ano Novo
Tenho estado ausente. Os meninos logo a seguir ao Natal ficaram os dois doentes. Vários dias de febre. Antibiótico. Passou o ano. Sinto-me renovada apesar da pouca dedicação ao sono. Sinto-me renovada. Há qualquer coisa que me faz sentir especial este ano. E acho que sei o que é. Mas hoje apenas quero deixar o blog que mais adoro. Aquele que me inspira. Das palavras e forma de viver. Do seu trabalho. Torna os meus dias muito mais especiais. Pelo que me transmite nas suas fotografias. Basta navegar um pouco no seu Pinterest para me fazer sonhar ou para me fazer sentir bem. Acho que a isto se pode chamar identidade. Vejo tanto de mim nas coisas dela. E isto de alguma forma é reconfortante. Ela faz-me sentir confortável na minha pele. A paz que preciso. Esta fotografia é do último post dela.
Podem visitá-la aqui.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Estes dias mudei a minha foto de perfil no Facebook. E tive mais gostos do que seria de esperar. Não sei se estes gostos são apenas para a fotografia ou para a minha pessoa. Toda ela. Toda eu. Porque nela estou eu. Toda. O meu sorriso é assim mesmo. Genuíno. Sou uma risotas, é verdade. Talvez seja o sorriso o que mais me caracteriza. Sei que há pessoas que não são muito dadas a sorrir e não vejo qualquer problema. Mas de mim, o sorriso é mesmo natural. Porque consigo dá-lo o mais espontaneamente. Acho que o meu Miguel muitas vezes faz risinhos a imitar-me, o malandro. Sim, esta sou eu. Não me importa muito o tamanho dos gostos na minha foto. Porque aprendi a amar-me tal como sou. Mas são bem-vindos, sempre.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


