quarta-feira, 15 de abril de 2015

deixando para trás

Estou a deixar algo para trás. Apesar de deixar algo sem querer fazê-lo. Parece controverso. Mas somos obrigados a deixar caminhos. Livre. Porque há outra porta ali à frente. Só estou irritada pela injustiça que vemos todos os dias. Gastos absurdos em dinheiros públicos e pessoas que vivem de uma aparência. Aparência do que são. Porque são apenas pequenos demais. Nunca fizeram nada na vida e no entanto acham-se superiores a toda a gente. Porque o rabo está sentado no quadro local. Ufa. Difícil digestão esta. Mas tão bem comigo mesma. Não quero saber o que me espera. Tenho de construir algo. Sim, a batalha é difícil. Mas é a minha batalha. O que sabe sempre bem. Sou uma crescida. E também tenho mais humildade. Tem dias. 
Os meus amores. O joaozito fez uma virose de vómitos, febre e diarreia. O meu miguelito caiu da cadeira e levou dois pontos no queixo. Portou-se tão bem. Quase não chorou. Estive sempre com ele. São assim os nossos dias, deixados para trás. 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

dor de cabeça

Ontem deitei com dor de cabeça, mesmo sabendo que não passava sem medicação. Adormeci. Uma da manhã e acordei. Voltou bem mais forte. Levantei-me para tomar o comprimido. Fico ali algum tempo a pensar no escuro. Nas pessoas da minha vida. Sempre as mesmas. As pessoas que nos transformam, que nos fazem sorrir, que nos fazem chorar. As coisas que nos dizem. As impressões que tiramos, nem sempre acertadas. Elas passam em meus pensamentos. Depois tento não pensar em nada. Só na minha respiração. Começo a precisar aprender a meditar. Deve ser maravilhoso não pensar em nada. Por algum tempo. A minha casa está um caos. Está fora do meu controlo. Afinal está tudo fora do meu controlo. Está fora do meu controlo, perco o interesse. Anteontem fiz bolachinas com os meninos. Correu tão bem e começo a achar que estou a virar uma senhora dona da minha cozinha. Fora as laranjas e os ovos a que não consigo dar conta. Sinto falta de qualquer coisa. E só posso preencher por mim. 

quarta-feira, 25 de março de 2015

das amizades improváveis

Dei por mim a pensar nas minhas amizades. Depois de ter observado que algumas pessoas são amigas sem muitas coisas em comum. Eu gosto tanto das minhas amizades também porque são parecidas comigo. Em muitos aspetos. Principalmente na forma de pensar e estar na vida. Posso estar enganada, mas não são assim as amizades? A verdade é que não temos mais idade para estar com pessoas que não combinam connosco, com nossas ideias. Não tenho mais idade para precisar agradar aos outros. Gostamos de nós como somos e estamos com pessoas que gostam de nós assim. Que nos entendem. Para que serve uma falsa amizade? Se em nosso eu mais intimo sabemos a verdade? E porque não querer simplesmente viver a verdade. Mesmo ficando sozinha. Mesmo que não exista ninguém que compreenda as tuas angústias. As tuas alegrias. Podemos sempre aprender a partilhá-las a nós mesmos. Aprender a gostar de estar, não sozinha, mas comigo própria. I do. 

quarta-feira, 18 de março de 2015

Dirty Dancing

Gosto muito de ver as pessoas felizes. Gosto de ver quando duas pessoas têm uma relação feliz. Que depois de tantos anos, depois dos filhos, depois da rotina, depois das dificuldades diárias, dos contratempos, se gostam um do outro. Da companhia um do outro. Outro dia li uma frase que dizia qualquer coisa do género: antes de casar a única pergunta que devemos fazer é se daqui a trinta anos ainda vamos gostar de conversar com essa pessoa. Mesmo quando estamos em menor sintonia (eu e o meu C.)  poderia desejar e odiar as pessoas felizes à minha volta. Mas pelo contrário. Quando não me sinto feliz. As histórias de amor feliz fazem-me bem. E não sei bem porquê, mas cada vez que estou em baixo por alguma discussão eu vejo este video e oiço esta música. Parece que tem magia. Fico feliz.


segunda-feira, 16 de março de 2015

do chá

Tenho andado ausente porque a verdade é que não tenho matéria para escrever. Não tenho pensamentos bonitos em relação aos meus dias. Muito menos tenho pensamentos tristes para partilhar. Ando ao sabor do tempo. E nem estou preocupada por não ter inspiração para escrever. Tenho dias tão cheios. Sou toda trabalho-casa-meninos-dormir. São os meus dias. O Joazito passou a outra noite a vomitar. Dormimos os dois no sofá. Descobri que adoro chá de equinácia. E também o chá dos 3 anos. O chá de gengibre e canela faz-me feliz também. (Não tenho mesmo assunto nem inspiração, o pretexto do chá para encher o meu post). Semeamos na terra. Temos horta. Fazemos queques de iogurte (os preferidos do Miguel). Brincamos. Cozinhar e cozinhar. Arrumar e arrumar. Sei que estou a ser repetitiva. Mas a minha vida é isto mesmo. Repetida. E, adoro-a assim. Repetida. Todos os dias. É o conforto do meu coração. 


sexta-feira, 6 de março de 2015

Sou eu

Tenho andado absorvida comigo mesma. Li este livro (A hora da estrela) da Clarice Lispector esta semana e senti-me assim, como ela descreve aqui:

 "Arrumou, como pedido de favor, um pouco de café solúvel com a dona dos quartos, e, ainda como favor, pediu-lhe água fervendo, tomou tudo se lambendo e diante do espelho para nada perder de si mesma. Encontrar-se consigo própria era um bem que ela até então não conhecia. Acho que nunca fui tão contente na vida, pensou. Não devia nada a ninguém e ninguém lhe devia nada. Até deu-se ao luxo de ter tédio — um tédio até muito distinto." 

Ela escreve de uma forma que toca. Toca a alma. Mas tenho-me adorado. Até demoro um pouco mais a colocar maquilhagem de manhã. Cortei o cabelo. Está solto. Está perfeito. Sou eu. 




sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

sinais

Adoro estes dias. Com sinais de primavera. Os dias a ficar cada vez maiores. Olhamos o céu antes de entrar em casa. A lua tem estado tão brilhante ao final do dia. Quarto Crescente. Nada de especial acontece. Ou tudo acontece de especial nestes dias. Pela repetição do dias. As flores crescem no jardim. Comprámos sementes para a horta. Que queremos ver crescer. O João adora a rua. O Miguel adora ajudar-me a fazer o jantar. Corto os legumes e ele coloca na panela. Ontem fizemos cuscus e legumes no forno. Estava delicioso. Mas parece que tenho de ser uma cozinheira mais convincente. Não comem quase nada. Os meus meninos. Os narcisos crescem no nosso jardim.





sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

um mundo melhor

Os meus dias. Aqueles que passo triste. Sem motivo. Aqueles que passo a pensar nuvens cinzentas. Depois tenho uma semana. Cheia de dores. Uma virose. Um exame. E o dia a seguir uma alegria de estar bem. De conseguir fazer as coisas (mesmo em casa). Uma felicidade capaz de conquistar o mundo. De conseguir fazer mil coisas. De amar os outros à minha volta. Com um amor generoso. Deixei as nuvens cinzentas. Para fazer dias de sol. Isto tudo para voltar a dar valor à minha rotina. À minha vida. Ao meu mundo. A tal gratidão de que tanta gente fala. Que pouco pratico. As pessoas felizes fazem um mundo melhor. Não tenho dúvidas disso. Eu faço um mundo melhor.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

dos caminhos

Hoje estou demasiado triste. Pelas coisas que não resultam na nossa vida. Só porque somos diferentes. Só porque vemos o mundo com os nossos olhos, o nosso coração. Só porque sentimos com os nossos sentidos. Cada um para si. Pela não harmonia que se instala. Hoje estou profundamente triste. E, dentro desta tristeza, pensei, talvez seja mesmo assim, talvez seja isso. Como se não tivesse que ser. Como se o universo girasse e conspirasse para isso. Não forçar algo. Deixar fluir. E assim encontrar um novo caminho. A vida é feita de novos caminhos, novos sentidos. A coragem que se perde. A coragem que se ganha. O medo. A aventura. O coração apertado. O coração livre. A procura. A procura. O caminho. 


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

do amor próprio

Tenho pensado um pouco na diferença que existe entre auto estima e ter amor próprio. Não me considero uma pessoa com muita auto estima, mas tenho um enorme amor próprio. Gosto de mim. Não tenho necessidade de ter pessoas à minha volta a bajular-me, a admirar-me, a gostar de mim. Estou bem se estiver sozinha. Tenho mil coisas para pensar, fazer na minha solidão. Não ando atrás das pessoas para olharem para mim e saberem que existo. Reparei que há pessoas que necessitam disso. E, aparentemente, com bastante auto estima. O meu problema com a auto estima sempre foi ter receio do que as pessoas vão pensar de mim. Apesar de já ter ultrapassado isso, são tantos anos a viver assim que acaba por ser um vício, que faz de mim a pessoa que sou, calma, tranquila, no meu canto, no meu mundo (não me interpretem mal, sou uma pessoa sociável q.b.). Mas descubro agora que ter amor próprio acaba por ser bem mais importante. Pela forma de estar na vida. Sigo os meus passos. Não entro na vida das pessoas. Não preciso de chamar a atenção. Não bajulo. Não sei bajular. Não preciso que me bajulem. Estou bem na minha quietude.  

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

dias de calor

Os dias vão passando. Já vamos com alguns dias de fevereiro. Dias frios. Dias de sol. Os meus meninos estão crescidos. Continuo a querer abraçá-los tanto no final do dia. Quando os vou buscar. Faço o jantar. O João chora atrás de mim. O Miguel está sempre a tirar-lhe os brinquedos. Temos histórias novas para contar. A noite continua desperta para mim. Há uma felicidade em mim. Que só eu conheço. Uma felicidade que é uma liberdade que dou aos outros. Que é a minha liberdade também. A felicidade de um bem que trago no peito. De um amor que trago por mim. Que durante muitas fases da minha vida não senti. Conheço a sua ausência. E, por isso, lhe dou tanto valor quando o carrego no meu peito. Posso dizer que estou apaixonada por mim. Pelos meus pensamentos, pelo meu olhar sobre o que gira à minha volta, pelo meu mundo. 
Hoje vi este video que me fez sentir saudades do verão. E eu nem sou uma pessoa de sentir saudades de alguma coisa. Gosto de viver o meu presente. Mas senti tanta paz com estes dias de calor. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

da gripe

Há imenso tempo que não venho aqui ao blogue. Estas minhas ausências coincidem muitas vezes com os meninos ficarem adoentados. Febre. Primeiro o Miguel e depois o João. E eu também. Outra vez antibiótico ao Miguel. Amigdalite. E, na verdade, estou sem inspiração para escrever o que quer que seja. A semana passada. Uma notícia que mexeu muito comigo. Uma pessoa dos meus dias. Um cancro. Como muda a vida das pessoas. Choro. Choro. Choro. Por qualquer coisa. Pela febre do Miguel. Pelo choro do João à meia-noite. Choro do cansaço. E ninguém precisa perceber este meu choro fácil. Não preciso que entendam. Estou bem. Tenho dias felizes. Momentos de choro. Sei-me. E isso é quanto baste.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

da solidão

A semana passada comecei a escrever um post sobre a descoberta que fiz da macrobiótica. Conceito que não tinha aprofundado ainda. Engraçado que hoje ia escrever sobre a minha solidão de ideias e ideais e valores e lembrei-me que o que me despertou para a macrobiótica foi este desabafo da Diana Baptista no facebook (i love bio) sobre o caminho solitário da macrobiótica:

 "Lembro-me de uma vez Francisco Varatojo, numa consulta, me ter dito: "A Macrobiótica é um caminho solitário". Essas palavras ficaram a ecoar dentro de mim.
Lembro-me de uma vez a minha Tia me ter dito que um vizinho, de uns 50 anos na altura, não ter casado por não ter encontrado nunca nenhuma mulher macrobiótica que amasse. Essas palavras, há uns 10 anos, pareceram-me estranhas. Tanta gente para amar e ele não tinha encontrado ninguém que amasse?!
A Vida é solitária. Se é. Mas é especialmente o caminho que é solitário, não a Vida em si. Podemos optar por viver a vida em manada - uma 'vidinha'. Se quisermos transcender a matéria, essa tal de 'vidinha', a Vida é solitária. Só pode ser solitária. Não solidão, não me interpretem mal. É solitária. Solitária de sozinhos connosco mesmos.
Há umas duas semana, convidei alguns amigos para um jantar de passagem de ano em minha casa. "Macrobiótica", disse, "eu cozinho, vocês vão gostar, não precisam de gastar dinheiro sequer, só peço que cada um traga ou uma sobremesa ou uma bebida". Ainda insistiram "mas vê lá... Vai haver comida?" ou "não é melhor levarmos o jantar?". Não, "eu cozinho, não se preocupem com nada, é só estarem lá às 21h30 com uma bebida ou uma sobremesa". E ainda lhes disse que era apenas uma refeição, uma vez na vida, uma oportunidade para reflectirem, expandirem a consciência e experimentarem sabores novos (tudo biológico, de qualidade, como nenhum deles come nunca, porque é caro, porque não vale a pena, porque não percebem o que é comer ou alimentar-se...), que eu fazia muito gosto em convidar e cozinhar. Consegui convencê-los. Aparentemente. Tudo certo, 10 pessoas confirmadas.
Sexta feira encomendei os produtos para os 10 na Próvida - Produtos Naturais. Seitan para um assado com batata doce e legumes, patés, chouriça vegetal para assar, tofu para uma quiche com legumes, Tempeh para umas entradinhas boas,... O resto - legumes, batata doce, etc... - ia comprar amanhã. Pensei também na decoração: tudo azul e prateado, balões no teto, marcadores de lugar de festa, letras brancas da CASASHOPS.pt com os números 2015,...
Ontem numa mensagem uma amiga - das mais amigas - diz-me que ela e o namorado vão levar paio. Pedi-lhe que não, que era um jantar vegetariano e que se não se importasse de não comerem um vez carne, que agradecia, porque era em minha casa e não queria contribuir para o sofrimento animal. Disse que não, que o namorado era esquisito, e que ia passar fome se não levasse o paio (??). Disse-lhe que mesmo que ele não gostasse eventualmente de seitan, que nunca iria passar fome, porque poderia sempre comer as entradas, as sobremesas, os acompanhamentos do assado (legumes, batata, arroz,...). Disse-me que eu era radical. Disse-lhe que radical estava a ser ela. Disse-me que eu não podia obrigar ninguém a não comer carne. Disse-lhe que não lhe pedia que não comesse, só nessa única refeição, em minha casa, só nessa, apenas uma, pedia que não houvesse carne. Disse-me que sendo assim não iam. Que se fazia em casa dela. Disse-lhe tranquilamente, com o coração apertado e vontade de chorar e gritar e dizer coisas que me iria mais tarde arrepender, eu sei, que se não quisessem vir eu teria de aceitar, mas que mantinha o jantar em minha casa para quem quisesse vir.
Por um paio.
O caminho [especialmente o] mais elevado é solitário. É como ao topo das montanhas, não chegam todos. Mas também não querem chegar todos. Muitos preferem ficar cá em baixo, onde circulam, em círculos, muitos. É mais fácil. É menos ousado. E menos solitário. Muitos não repararam sequer que existem montanhas e cumes,para além dos olhos postos no chão, das palas da mente, da matéria.
Durante a maior parte da vida, nunca disse nada a ninguém. Diziam: 'Leite faz tão bem e tem tanto cálcio!..' e eu nada. 'Prova umas moelas...". E eu nada. "Tenho de ir à farmácia buscar qualquer coisa, ando sempre constipado". E eu nada. "Ando a fazer dieta, deixei de comer arroz". E eu nada. "O meu filho está sempre doente..." E eu nada. "Feijão com arroz faz mal". E eu nada. "O McFish é uma boa opção para quem não come carne". E eu nada. Ia aos jantares e almoços, com pratos combinados de carne, e comia só os acompanhamentos. E não dizia nada.
Depois [estupidamente] achei que podia contribuir de alguma forma para que outros alargassem horizontes, achei que devia partilhar o que sei, que esses infelizmente não tinham tido acesso como eu, ao conhecimento. Achei que podia mudar mentalidades. Que podia mudar o mundo, se conseguisse transmitir aquilo que é simples, evidente. Para mim. Não só alimentação, não só consciência dos outros Seres que sentem, não só corpo. Mas também espírito, conduta, mente, filosofia, religião. E até agora, em cerca de 4 anos, só duas pessoas ouviram com o coração... Só para duas pessoas fez o 'click', como se sempre tivessem sabido, mas estivessem às escuras e alguém tivesse simplesmente carregado no interruptor. E fez-se luz. Fácil.
Eu enganei-me, confesso. Não se pode mudar o mundo. O mundo não tem discernimento para mudar. Seria mais fácil mudar de mundo, para outro planeta, limpo, puro, do que mudar este mundo.
É mesmo assim. Por muito que custe. Por muito que alguns não quisessem que fosse assim. "A Macrobiótica é um caminho solitário". Cabe a cada um, que está nesse caminho, aceitar que é solitário, e sentir-se acompanhado, mais não seja por si mesmo.

Nascemos sozinhos e morremos sozinhos. Mais vale não nos habituarmos muito à não-solidão. Se não, é capaz depois de custar mais. [Deve ser por isso que me deparo com tantos corações surdos.]"





sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

do Ano Novo

Tenho estado ausente. Os meninos logo a seguir ao Natal ficaram os dois doentes. Vários dias de febre. Antibiótico. Passou o ano. Sinto-me renovada apesar da pouca dedicação ao sono. Sinto-me renovada. Há qualquer coisa que me faz sentir especial este ano. E acho que sei o que é. Mas hoje apenas quero deixar o blog que mais adoro. Aquele que me inspira. Das palavras e forma de viver. Do seu trabalho. Torna os meus dias muito mais especiais. Pelo que me transmite nas suas fotografias. Basta navegar um pouco no seu Pinterest para me fazer sonhar ou para me fazer sentir bem. Acho que a isto se pode chamar identidade. Vejo tanto de mim nas coisas dela. E isto de alguma forma é reconfortante. Ela faz-me sentir confortável na minha pele. A paz que preciso. Esta fotografia é do último post dela. 


Podem visitá-la aqui.



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

facebook




Estes dias mudei a minha foto de perfil no Facebook. E tive mais gostos do que seria de esperar. Não sei se estes gostos são apenas para a fotografia ou para a minha pessoa. Toda ela. Toda eu. Porque nela estou eu. Toda. O meu sorriso é assim mesmo. Genuíno. Sou uma risotas, é verdade. Talvez seja o sorriso o que mais me caracteriza. Sei que há pessoas que não são muito dadas a sorrir e não vejo qualquer problema. Mas de mim, o sorriso é mesmo natural. Porque consigo dá-lo o mais espontaneamente. Acho que o meu Miguel muitas vezes faz risinhos a imitar-me, o malandro. Sim, esta sou eu. Não me importa muito o tamanho dos gostos na minha foto. Porque aprendi a amar-me tal como sou. Mas são bem-vindos, sempre. 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

das manhãs frias

Estes dias tenho acordado primeiro que todos em casa. Vejo o sol nascer. Acendo a lareira para a casa ficar quentinha quando se levantarem. Saio à rua para buscar lenha, São sete horas da manhã. Por incrível que pareça não acho assim tanto frio. O ar que respiro, esse ar da manhã é o melhor para a minha alma. Uma vez li aqui (não consegui encontrar o post) que o "ar fresco nas trombas" é o melhor remédio para os nossos problemas. E não há dúvida alguma. Preparo o café. O pequeno -almoço. Os meninos dormem. O C. também. Fico a ver o sol a nascer por entre as nuvens. Passo os olhos pelo novo livro da Mafalda Pinto Leite. Lindo. O que me vale, aqui perdida, neste fim de mundo são estes livros, revistas que compro online. Ando faminta por boas leituras e bom gosto. Boa cozinha. Boa fotografia. Bom design.



segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Beirut

A minha música do momento. Gosto tanto. Beirut.



quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

das coisas (tão) boas

Hoje comecei o dia com um sorriso na cara. O meu C. chega hoje. Que saudades dele, da nossa família, de nós quatro. Recebi dois livros que encomendei na Amazon. Este porque adorei o trabalho da Ana Morais no seu projeto casulo e quis saber um pouco mais do assunto. E este porque acho interessante fazer-se um livro com este tema, os "makers" para além de que a autora é Jennifer Causey, da qual admiro imenso o trabalho. Adoro. Depois o meu sorriso continua porque aparecem pessoas em nossa vida que são de todo boas pessoas, daquelas com quem sabe bem conversar, que trazem um brilho no olhar, de quem tem um coração cheio de coisas boas para dar. Estou mesmo a pensar na querida Paulinha que me passa a ferro todas as semanas, por exemplo, e podia referir outras mais. Como é bom passear um pouco pela vila e aperceber-me disso. Num dia de sol. Como este. 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

da ausência sentida

Temos estado sozinhos. Eu e os meninos. O C. viajou em trabalho. O Miguel começa a perguntar cada vez mais se o pai vem a casa dormir e quando traz a prenda dele. O João não manifesta tanto esta ausência, apesar de já dizer a palavra "papá". Foram três dias de casa, frio, lareira acesa e sem o pai. Esta ausência de poucos dias faz-me sentir uma saudade imensa por ele. Faz-me sentir que sou feliz ao lado dele. Que aquele laço invisível que nos une é a minha maior tranquilidade. 
Ontem enquanto lavava os dentes o Miguel da sala ria muito e dizia para mim "mãe olhó mano, olhó mano está a andar sozinho!". O nosso Joazito estava a andar sozinho. Já tem 14 meses e estava a demorar. Tem sido devagar, ao ritmo dele. O Miguel começou a andar quando faltava uma semana para fazer 1 ano, foi tão rápido que nem dei conta. E o João estava tão feliz por estar a andar sozinho, melhor, estava tão feliz porque o mano mais velho estava radiante de o ver andar sozinho. Ficou registado na minha memória. E agora aqui.   

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

da ruindade

A minha semana tem sido vazia. A única coisa que tenho recebido do mundo para os meus pensamentos e para as minhas reflexões pessoais é hipocrisia. E dessa eu não vou falar. Provavelmente eu tenho-me em muito boa conta para achar que todo o mundo à minha volta não tem bom senso e são apenas manipuladores (de meia tigela) para o seu ego. Ando tão ruim ultimamente. Não suporto o "poucochinho" das atitudes alheias. Estou a tornar-me mais sarcástica e, por conseguinte, mais arrogante que nunca perante certas situações. E devo voltar à minha serenidade ou então fica incomportável viver em sociedade. Porque existem pessoas com valores diferentes. Com formas de viver diferentes. E há que aprender (mais uma vez) a aceitar isso. É pedir muito que as pessoas à minha volta não queiram o pior de mim? É que eu consigo ser tão boa pessoa também.