sábado, 18 de junho de 2016

da Natália

Hoje quero falar da Natália. Esta mulher incrível que conheci e que faz parte do meu caminho agora. Quase não existem palavras para descrevê-la. A primeira vez que tive contato com ela foi através do seu livro. Ela escreve as coisas de uma forma que nos deixa apaixonados. Pela comida. Pela vida. Depois, encontrei-a no Instituto Macrobiótico. Dois dias de aulas que nos deixaram (a todos nós alunos) extasiados com a sua forma de ser. A sua forma de comunicar. Ela tem tanta vida! E sabe dar-nos vida também. 
A presença dela marcou-me e quando descobri que ela dava consulta de Macrobiótica fiquei encantada e experimentei. E não me desiludi. Como se tudo fizesse sentido depois de falar com ela. Foi um marco importante para esta minha mudança. E continua a ser. Por tudo o que escreve. Por tudo o que me faz sentir e por tudo o quanto me elucida com seus conselhos. Podem lê-la aqui.
Não acredito em coincidências. Todas as pessoas que entram na nossa vida significam alguma coisa. E estou agradecida por todas aquelas que ultimamente entraram na minha vida. Quer fiquem por muito tempo, por pouco. Tenho aprendido muito de mim, com elas também. 
Hoje quis escrever sobre a Natália. Porque ela escreve coisas assim: 

"O ser humano é maravilhoso e uma das suas características mais fascinantes é a sua inabilidade para viver o intemporal da vida.
Li algo que começava assim: "A Paixão dura 3 anos..."
Sim dura, todos sabem isto. Até existem empresas de eventos que organizam festas de despedida da Paixão. Aos 35 meses as pessoas reúnem-se e despedem-se do que já sabiam que ia terminar.
Que tendência ignóbil a nossa de querer fixar datas e tempos para o que não tem possui medida mensurável!
A Paixão chega quando menos esperamos e segue o seu rumo, que depende de muitos outros factores, depois transforma-se noutro sentimento e como tudo o que é vivo, muda.
Ela chega como uma inflamação, acende-nos, pulsa-nos arrebata-nos. Amplia o nosso calor, causa dor e atormenta, mas é algo simplesmente fascinante, capaz de alterar estados de consciência, coloca-nos fora da nossa esfera de conforto e possibilita-nos um voo desmedido. Somos capazes de viver sem sentido e perder o medo do perigo.
E um dia a Paixão tem de ceder e transforma-se no que estamos preparados para ser.
Os inícios possuem sempre uma temperatura diferente.
Podem durar 3 dias, 3 meses, 30 meses, 30 horas, o que importa o tempo, se aquilo que nos toca por dentro é sempre vivido eternamente?
Que absurda necessidade a nossa, de contabilizar tudo.
Deixemos isso para as finanças e não façamos contas com aquilo que não podemos controlar.
Apaixonem-se e deixem-se transformar pelo fogo nos arde por dentro, num tempo impossível de calcular.
E deixemos de comparar, o amor e a paixão, a desilusão e a satisfação. Tudo faz parte do todo. Somos um bolo que não pode ser vendido às fatias.
Somos um ser que está muito para além do que conseguimos ver: E é não por isso que não me canso de repetir, fecha os olhos e imagina o que ainda está para vir."



Não é maravilhosa? <3





sexta-feira, 10 de junho de 2016

[living]

Sei como passam os dias e não volto a encontrar-me aqui. Dificuldade em sentar-me a escrever sobre mim. E mudou tanta coisa nestes dias passados. Agora posso dizer. As pessoas mudam se estiverem predispostas a isso. Mas não as outras. As outras pessoas não mudam. Mudamos nós. Só nós nos mudamos. E esse processo é um deslumbramento do melhor de nós. 
Existem várias formas de nos transformarmos, mas geralmente algo exterior a nós, o mundo, as pessoas, as situações, tudo vai ao nosso encontro. E nós ao seu encontro. E esta relação é maravilhosa. A relação com o mundo e as sensações que obtemos dele. E, não raras vezes, dói.  Dói bastante pelas expectativa que criamos dentro de nós. Como se o melhor para nós soubéssemos de cor. E não sabemos. Se não fosse aquilo que dói eu não seria o que sou agora. Se não fosse aquilo que faz doer imenso eu não me descobriria nunca. Como é possível que de algo mau possa fazer florescer algo tão bom dentro de mim? Acho que porque não conseguimos aceitar a dor. E, então, surge uma forma de começar esta mudança. Aceitar. Aceitar as coisas como são, aceitar os outros que não mudamos. E depois começar. A pensar em nós. Ao aceitarmos algumas coisas ficamos com espaço para pensar mais em nós. No nosso coração. 
Estou a falar desta mudança porque é tão significativa para mim. Porque não é como das outras vezes em que mudava para agradar. Mudava sem mudar. Mudava aparentemente e tudo no meu coração ficava igual. Sufocava. 
Estou a viver. Sem precisar agradar, senão a mim mesma. E é isso. Sou minha. Como sempre deveria ter sido.




domingo, 27 de março de 2016

a macrobiótica é um caminho solitário

A macrobiótica é um caminho solitário. Foi assim que a Diana escreveu em desabafo e que eu a partir desse momento me interessei por macrobiótica. Queria saber porque era assim tão solitário. E se era para ir sozinha eu podia ir. Tão habitada que estou a ser sozinha. Este mundo novo e desconhecido para mim fazia todo o sentido. Tão sentido que não percebia como não tinha descoberto ainda esta forma de viver e pensar. Parece que todo o meu mundo passou a fazer sentido. Comecei então a descobrir que passamos a ter informação e passamos a ser mais responsáveis por tudo o que nos acontece, seja fisicamente ou emocionalmente. O que mais fez sentido foi que a macrobiótica e a filosofia oriental ajuda-nos a conhecer o nosso corpo e a saber cuidar dele. Não ficamos mais à mercê de opiniões formadas na faculdade por médicos, que por mais que saibam o que andam a fazer e por mais importante que seja a medicina convencional não nos deixa espaço para perceber o todo envolvente que somos. Atacamos os sintomas camuflando-os. E não chegamos a pensar qual o motivo que nos leva a estarmos doentes (seja uma breve constipação seja doenças mais crónicas). Para mim significa poder e ao mesmo tempo responsabilidade. E percebo porque as pessoas nem sequer querem ouvir o que tenho a dizer sobre tudo o que nos rodeia e sobre aquilo que nos está a fazer mal. Elas não querem ter responsabilidade. Porque ter responsabilidade é algo que temos de pensar. E as pessoas não pensam mais. E mais fácil colocar nas mão de outra pessoa a responsabilidade de saberem o que temos e como nos curamos. Mas bem, é a nossa vida, o nosso corpo. Como não podemos querer essa responsabilidade mesmo que andemos todos demasiado ocupados? Olham-me como se eu estivesse errada e como se o rumo do mundo estivesse certo. e sabem que mais. Talvez esteja. Mas neste momento estou a passar por este processo de aprendizagem e desejava que outras pessoas o fizessem também. Porque é maravilhoso. E não quero impor nem mostrar que tenho razão. Não sei quem tem razão. Só não consigo mais voltar atrás. E por isso, continuo, neste caminho, sozinha. 

quarta-feira, 16 de março de 2016

missing me

Sinto falta de mim. Ou sinto falta de quem eu era. De quem escrevia este blogue. Não sei o que mudou em mim para não me identificar mais. Nem me lembro mais que tenho um blogue. Não é mais como no inicio e já percebi que em mim não existe mais esse desejo de escrever sobre a vida, escrever sobre mim. Não tenho andado demasiado ocupada. Simplesmente não sei escrever mais. Não sei explicar o que estou a viver neste momento. Sinto que estou a perder-me de mim. Da minha busca pelo sentido das coisas. Tudo o que precisava deitar cá para fora. E que guardo. Estou perdida. Perdida de mim. Sei como recuperar-me. Ou talvez não. Mas não o faço. Preciso estar perdida por agora. Preciso.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

do amor

O amor é sempre aquilo que todos nós procuramos. Procuramos tanto tempo o amor dos outros que não percebemos que o amor que nutrimos por nós mesmos é uma das formas de sermos melhores. Melhores em tudo. Engraçado como descubro cada vez mais um amor por mim mesma. Em todas as coisas que faço sem esforço. Sem preguiça. Como se agora soubesse (depois de tantos anos) que fazer as coisas por nós importa e muito. A minha caminhada de 30 minutos. A comida que como. As escolhas que faço. Os sentimentos que sinto por mim. Que escolho sentir, tão mais facilmente. A minha cabeça arrumada. A liberdade que se sente e que eu valorizo tanto. Não tenho receio de ser julgada, de perder supostos amigos, pelos meus ideais diferentes. Mas em que acredito realmente. Não falo só da forma apaixonada com que descobri novamente a comida. Falo também de sermos mais nós mesmos. Falo de sermos mais livres em nossa vida. Não deixar que o Estado tome conta de tudo. De não precisarmos provar que somos boas pessoas só porque não acredito no socialismo. De como eu vejo que podemos ser muito mais e fazermos muito mais sem sermos controlados pelo Estado. Mas sobre isto falo em outro post. De como a política mexeu com a minha vida.
Mas o amor. O amor muda a nossa vida.  O amor é o mais importante. Devíamos saber que cuidar de nós é uma forma de amar os outros também. Cuidar de nós. Cuida bem de ti. 


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

das resoluções

Bem sei que tenho estado tão ausente. E não é por falta de vontade de vir escrever aqui. Mas estar em casa também serve para aprender a gerir o nosso tempo. E mais uma vez, antes de me sentar a escrever, preciso que a minha casa funcione. Algumas compras a preparação para o jantar. Estar em casa permite-me cozinhar mais lentamente. A lareira que é preciso acender mais tarde. E tudo o resto mais que parece pouco mas não é. E na minha cabeça os meus sonhos o dia inteiro. Os meus projetos.  Os meus planos. 
Este ano nao fiz grandes resoluções. E fi-las mentalmente. Passam principalmente por saber cada vez mais sobre a nossa alimentação. Saber preparar o que comemos. Experimentar soluções que sejam boas para nós. Para os meninos. Para os meninos principalmente, tem de saber bem. Eles não fazem ideia o que é ser saudável e estão pouco importando com isso agora. Por isso, tenho de experimentar. E inventar mil coisa para que o Miguel prove. Não prova nada este menino. Já o João, prova tudo tudo tudo o que eu faço. 
Depois existem outras coisas. O exercício fisico. Que preciso para a minha saúde. Tenho que andar. E ser mais rigorosa. Comecei bem e parece que estou a deixar para lá outra vez. 
Reciclar é algo que eu, confesso, nem sempre fazia, mas sinto uma necessidade de o fazer. Porque se fizermos a nossa parte parece que tudo flui muito melhor. São coisas pequenas que para mim são os hábitos imprescindíveis para nos sentirmos bem.  

Deixo-vos este video que descobri hoje e soa tão bem à nossa alma.


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

da energia

O fim de semana passado foi de grandes descobertas. Quase não consigo descrever o turbilhão que vai dentro de mim. Comecei o curso de culinária macrobiótica. E foram dois dias cheios de informação sobre a filosofia oriental. Pensamos sempre porque não descobrimos isto antes. Mas a verdade é que há sempre a altura certa. Estou fascinada com este mundo que parece ser tão meu. A descoberta do meu Ki. E tudo o que podemos fazer para o manter saudável. Estou absorvida em leitura sobre isto tudo. E se sentir que devo escrever sobre esta visão sobre o mundo e a vida volto aqui para vos contar. Escrever sim, porque estou farta de falar no assunto. Adoro e não consigo calar-me.
E segunda-feira passada ainda completei os meus 33 anos. Passei com os meus meninos. Fizemos um bolo. Um dia simples. Um dia muito feliz. 

p.s.- Sei que as imagens são importantes para um blogue. Mas estou tão introspectiva que não sinto necessidade de mostrar nada ao mundo. Como explicar. Não preciso da atenção do mundo, de estar tão centrada em meus pensamentos e em meus dias. Deixo as imagens para dias de estar com os pés assentes na terra. :)